Cada toque a suavidade do sentir, sentir da leveza que suaviza o tocar.
Ela precisava ser tocada, mas não de qualquer forma.
Somente da forma mais sensível capaz de alcançar seus desejos.
Todos os desejos estavam ocultos, guardados, não os permitia libertá-los
Essa liberdade era necessária e viria junto da mudança.
Ah, mudança e transformação, cada qual na sua incrível descoberta.
Era agora capaz de se descobrir e conhecer cada uma das suas vontades.
Todas as vontades deixavam-as fluir de dentro e expor cada uma sem medo de ser reprimida.
E nunca mais poderia reprimir seus sentimentos, teria coragem de falar, de pedir,
Coragem de gritar ao mundo que agora era diferente, que faria da sua forma,
Mesmo que essa forma fosse julgada e condenada por todos.
Mas não importava, era a sua opção, era a sua vida, tinha que decidir e agir.
Todos os planos que lhe corriam a mente a incentivava a prosseguir, cada dia na sua certeza.
Sentia-se bem assim, sentia que era importante, que faria diferença, uma especial diferença.
Precisaria sentir o toque, era realmente necessário sentir esse toque,
Só que não era qualquer toque, era o toque sensível e certeiro daquela transformação,
Transformação como a borboleta ganhando sua forma mais bela,
Transformação como o toque do vento que sentia na pele e sabia que enfrentaria um vendaval.
Mas teria que estar firme o suficiente para enfrentá-lo, a borboleta agarraria na sua árvore de certezas para não deixar que o tornado a carregasse.
Certa que depois de enfrentar esse tornado, estaria pronta para sentir o toque de uma suave brisa matinal que lhe refrescaria o coração.
Priscila
29/11/2009


