quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Céu, Sol, Sal.


Por onde ando encontro flores
Aquele céu azul celestial
Um lindo arco-íris de várias cores
Na lágrima de emoção encontro o sal.

Sal do mar feroz sereno
Que beija a praia sem cessar
Acaricia-lhe há todo momento
Como se dela fosse amar.

Amar o vento que lhe toca a face
Proporciona a deliciosa sensação de frescor
Antes que o prazer daquele instante passe
A liberdade lhe causa torpor.

Torpor da pele lhe falta os sentidos
Como sem gravidade pudesse levitar
Por um suspiro não soubesse ser contido
Percebeu a maravilhosa impressão de meditar.

Priscila
17/11/2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quando é assim...


Quando um simples sorriso de outro passa a ter tanta importância em nossa vida que não sabemos mais viver sem ele.

Quando os momentos juntos sem nada a fazer são tão importantes quanto o passeio mais longo num lugar tão distante.

Quando se dá valor a cada detalhe da outra metade que se transforma num complemento da sua própria vida.

Quando cada estado de espírito do outro passa a ser o seu humor também, se feliz, compartilhado, se triste e chateado, igualmente compartilhado.

Quando um toque é capaz de provocar um arrepio tão intenso que percorre os caminhos mais secretos de um ser.

Quando a felicidade está num olhar sendo demonstrada e grata pela companhia que não se contém e explode na lágrima mais pura e sincera de um sentimento.

Quando um beijo toma-lhe todos os sentidos e somente ele é capaz de serem todos os sentidos misturados.

Quando um suspiro escapa no meio da resolução de um problema matemático como se este fosse irrelevante diante da lembrança maluca e deliciosa que tomou conta.

Quando, o não estar perto, arrebenta uma saudade infinita e todos os pensamentos estão voltados para aquele sentimento que chega a doer forte.

Quando acordar, olhar ao lado e desejar encontrar outra pessoa ali é tão forte quanto desejar um dia bom.

Quando nada faz mais sentido do que sentir o outro sendo parte de ti, num único corpo, num único desejo, numa única vontade, numa única explosão.

Quando é assim, só há um sentido, de sentir o que é mais pleno e belo, mais profundo e decidido, mais certo e completo, mais perfeito: amor.

Priscila

15/11/2010