Passo dia, corre hora.
Sem demora, vou-me embora.
Seco a tarde chuva chora,
Na lembrança de outrora.
Segue sonhos fluindo ao vento
De um desejo sem lamento
Cada gesto num sustento
Da madrugada ao relento.
Calor da pele correr, sinto
Devaneios de um tempo, minto
Ao invés de sangue, vinho tinto
Brindando a carne do prazer extinto.
Felicidade lançada à sorte
Querer ter, sentido forte.
Nada capaz de abrandar que conforte
Criando as trevas da escuridão entregue à morte.
Priscila
03/02/2011.
