quarta-feira, 9 de junho de 2010

Só!

Uma vez eu ouvi de um programa de filosofia na Cultura da filósofa Viviane Mosé que: “o sofrimento que não vira arte vira câncer...” Então que por mais primitiva seja esta minha forma de arte que ela possa ter alguma finalidade positiva aos olhos e corações de outras pessoas já que a dor precisa ser transformada em alguma coisa, que pelo menos possa ser em algo construtivo e não destrutivo.




Ai coração partido,

Como dói você assim ferido

Suplicando por alento,

Não quer mais ser espremido

Por não ser atento.

Sofre sempre comovido

Por verdades incorretas,

Dói tanto pelas incertas

Que tão certa as lágrimas caem

Alagando e afogando o último fio de vida

Da felicidade incontida a matando sem só,

Sem dar chance ao mesmo romance

Tão desejado que jamais pudesse ser aflorado

Pois de tão contido morre completamente ferido e só.

Priscila

09/06/2010