Um afago, um calor, um lampejo, um ardor.
Dois corpos entrelaçam, suas pernas embaraçam,
Seus suores se confundem num aroma de desejos,
Peles se colam num roçar frenético de vai e vem.
As mãos brincam e caminham pelos sentidos de tatear o prazer.
Como se pudessem tocar o céu, como se sentissem a suavidade de anjos.
Pudores se dissipam, gemidos se precipitam, num querer imenso,
Numa entrega total, sem trégua para sufocar,
Do grito que emana do deleite agradável do momento.
Todos os sentidos se misturam, todas as células se fundem,
Todas as vontades se liberam, como que incapaz de serem controladas,
Mas não querem ser controladas, querem explodir num gozar delirante,
Na sua forma mais excitante e, sim, mais emocionante.
A cumplicidade do frenesi dá lugar ao acolhedor aconchego da saciedade.
Priscila
11/01/2010
