terça-feira, 18 de agosto de 2009

FRENESI

A dança é algo que contagia a noite,
entrega-se ao ritmo frenético,
corpo suado, e exausto,
mas a vontade de continuar a dançar alucina a razão.
Tomada pela sensualidade exuberada daquele momento,
dança como se o amanhã não fosse importar.

Quando percebe que alguém observa,
faz questão de dançar com mais intensidade,
como se pudesse tornar aquele momento
mais excitante a cada movimento.

Sente seu coração pulsar mais forte ao perceber
que seu observador, vai se aproximando
e num ritmo compassado encosta o corpo quente ao seu,
então, juntos dançam, num roçar de peles e cheiros contagiantes.

Sequer sabiam seus nomes, não trocaram nenhuma palavra,
mas a magnitude em que seus toques encontravam-se
os faziam perder cada vez mais a razão.
Dançavam como se não existisse mais ninguém a volta,
como se o mundo todo naquele momento
pertencesse somente aos dois.

Num súbito movimento ágil, ainda no ritmo daquela música
que poderia durar uma vida inteira,
ele a puxa para mais próximo de si
e sem que pudesse expressar qualquer movimento contrário
é surpreendida com o um beijo ardente que imediatamente
queima-lhe todo o corpo de um desejo incontrolável.

Suas respirações neste momento tornam-se uma só,
seus corpos, agora unidos pela paixão
que alimenta cada movimento deixando os num mundo
completamente diferente de todos os outros a volta.

Ainda tomada pelo frenesi daquele momento,
poderia entregar sua vida ali para aquele desconhecido,
entregar seu prazer todo aos devaneios daquela pessoa.
sentia seu corpo estremecer de uma sensação delirante,
e uma alegria imensa toma-lhe o coração.

Respirou fundo e abriu os olhos lentamente,

E num misto de satisfação e tristeza,
percebeu que tudo não passava de um sonho.
Acabara de acordar para um novo dia,
sorriu.
Pois se lembrou que nada melhor para uma sexta-feira
Do que sair para dançar.

Priscila
07/08/2009

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