Experimentei a sensação de voar.
Quem falou que eu não posso? Que eu não devo? Que não é certo?
Eu posso Sim! Está em minhas mãos o que é certo o que devo fazer.
Deixarei velhos conceitos para cabeças antigas.
Eu posso voar!
Novos conceitos, completamente sem conceitos.
Simplesmente sorrisos, alegrias, felicidades.
Sem noção se amanhã fará sol, ou chuva.
Não me importa. O que importa simplesmente hoje.
Que hoje eu sinto e que posso voar.
Para onde vou com minhas asas? A caminho da Lua.
Sem roteiros, sem trajetórias determinadas, simplesmente vou.
Pesando a plumas, sigo por onde o vento levar.
Poderia pousar sobre prédios, sobre cabeças, sobre sonhos.
Sim, poderia com as asas, que ganho a cada dia um alcance maior.
Vejo as mesmas árvores e neblinas por outro ângulo, do alto. Muito mais bonito.
Por que deixaria tudo exatamente igual e normal?
Se voar é completamente maluco, completamente infantil.
Acho que quebrei as regras da gravidade. Desculpe Newton.
Vôo tão alto, sem limites de fronteiras,
Sem barreiras ou muros capazes de dividir os mundos.
O real, o virtual, o texto, o sonho, confundem-se: Eu posso voar!
Isso é muito louco.
Não sinto meus pés no chão.
Perdi a noção de tempo, de espaço, de lugar.
Tive medo das asas, sim. Pensei em desistir, nunca.
A altura que vislumbrei. A leveza que experimentei.
Uma combinação tão prazerosa. Seria um pecado desistir.
Priscila
12/09/2009.

Muitas vezes a felicidade esta em um copo com água, falta a sensibilidade para entender a importância do copo
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