quinta-feira, 3 de setembro de 2009

FALTA DE AR


Paredes Cinza,

Olhar fixo nos olhos do outro

Calor imenso invadindo o corpo todo

Boca do outro se aproximando

Lábios entreabertos

Esperando se encontrarem

Pernas trêmulas

Mãos agitadas transpirando

Falta de ar.

Desejo não lhe deixa recuar

Coração tão acelerado,

Que por um descuido saltaria para fora do peito

Quanto mais se aproxima,

Mais todos os sintomas aumentam

Quando finalmente as bocas se encontram...

Tudo pára

Tudo se acalma.

A respiração é natural

As pernas já não tremem mais

As mãos sabem onde pousar.

A respiração é ofegante

A boca sabe como conduzir os movimentos

Resta somente a entrega

Somente o desejo

E quando o beijo terminar.

As bochechas vermelhas

As mãos agitadas

Pernas balançando

Coração pulando ainda mais

A respiração, que respiração?

Um olhar fulminante

Um até mais

Lembranças

Sorrisos bobos

E as paredes cinza?

Agora coloridas.



Priscila

03/09/2009

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